domingo, 31 de outubro de 2010


potosi
sai de tupiza para potosi.
estrada boa, rapidinho já ia chegando em potosi, que na epoca da colonia enviou uma montanha de prata para a espanha.
já perto de potosi uma menina de +- 13 anos com uma trouxa bem dobradinha de roupa embaixo de um braço e uma pilha de livros do outro me pediu carona, ia para a escola em potosi e ficava em uma pensão de estudantes, já mais perto um carro com capot aberto, dois homens , uma mulher e 3 crianças me pediram para parar.
todo mundo diz que dar carona é rabo de foguete, mas rabo de foguete deve ter algum valor, senão americanos, russos e chineses não gastariam tanto para fazer os ditos cujos.
parei e um dos homens me contou uma estoria que me pareceu bvastante verossimel, a caixa de mudanças do carro tinha enguiçado, e ele tinha outro carro , seu irmão e uma das crianças ficariam noc arro enguiçado e ele a mulher e as duas crianças menores, uma de colo, iriam comigo a potosi.
mandei entra atrás e em 20 minutos estava entrando em potosi, parei na policia, novamente a policia, mostrei documento e fui entrando na cidade, ainda na entrada fui fechado por um acrro grande, preto, de onde desceram tres homens tambem vestidos de preto.
documentos,
eu disse, acabo de passar pela policia, e mostrei documentos lá.
somos autoridad, e me mostrou um papel colorido, tipo carteira.
entreguei a ele a acta jurada que fiz na fronteira.
neste momento meu carona que estava com a familia no quarto, botou a cabeça para frente e começou a falar com o policia em um idioma que não compreendi.
meu carona parecia muito aborrecido, o policia primeiro tentou encarar, mas depois começou a se explicar.
sentindo uma mudança na maré, pedí licença e peguei o papel de volta da mão do policia que estava encostada na janela.
sentí a tensão subindo no geral.
meu carona disse, siga, siga.
o policia estendeu a mão para ele que a recusou,
siga, siga.
percebí que já estava engrenado e com pé na embreagem,
o policia parou o transito e sái batido, ladeira acima pela escuridão de potosi.
que pasó
esses caras não eram policia, eram maliantes, eu sou policia.
era um assalto brabo,saí na boa. levei meu carona policia para um bairo pobre onde tirou do meu carro a bateria do carro enguiçado e um bujão com gazolina tambem do carro enguiçado, ligou o outro carro que parecia tão velho quanto o outro, me levou de volta opara a cidade, me mostrou os monumentos e o caixa eletronico de onde tirei dinheiro, me levou até um hotel que tinha cochera onde dormí em potosi.

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